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terça-feira, 10 de agosto de 2010

...



Guardei, sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de te mostrar...

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Gotta Be Somebody




Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que tenha tristeza.
Que a pessoa que eu amo seja sempre amada, MESMO QUE DISTANTE,
Porque metade de mim é partida e a outra metade é SAUDADE.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a uma pessoa inundada de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço, mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço. Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta, mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é a platéia e a outra metade, a canção.
E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor e a outra metade... também.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Echoes, Silence, Patience And Grace



Receio vem em tudo que é forma e tamanho. Algumas são pequenas, quando fazemos algo ruim por uma boa razão. Algumas são grandes, como quando decepcionamos alguém. Alguns de nós fugimos da dor do receio, fazendo a escolha certa. Alguns de nós temos pouco tempo para receio, pois estamos esperando o futuro. Algumas vezes temos que lutar para entrar de acordo com o que passou. E algumas vezes enterramos nossos receios, prometendo mudanças. Mas nossos maiores receios não são por coisas que fizemos. São pelas coisas que não conseguimos fazer. Coisas que não conseguimos dizer que poderia salvar alguém que gostamos. Você já se perguntou se somos nós que fazemos os momentos em nossas vidas ou se são os momentos da nossa vida nos fazem? Se você pudesse voltar no tempo e mudar apenas uma coisa na sua vida, você mudaria? E se mudasse, será que essa mudança tornaria a sua vida melhor? Ou será que ela acabaria partindo o seu coração? Ou partindo o coração de outro? Será que você escolheria um caminho totalmente diferente? Ou você só mudaria uma única coisa? Um único momento? Um momento que você sempre quis ter de volta. Porque não vai haver outro tempo em que você será mais honesta, em que suas convicções serão mais fortes, ou em que os seus motivos serão mais puros do que são agora. O que significa que deveria ir atrás de qualquer coisa que te empolgue. Seja confiante, corra riscos. E pinte por cima destas palavras para começar a escrever as suas próprias. Quero que você saiba que não é preciso que alguém escreva sobre a sua vida para ela ter algum sentido. Você pode escrever sobre si mesma, trace seu próprio destino. E então, você percebe que as palavras que escreveu, os amigos que teve,a urgência que sentiu, sempre estarão por baixo da tinta. O amor que você professou sempre vai estar lá, a faísca de algo inegável. Veja a esperança, a verdade, nas horas boas e ruins,correndo firmemente abaixo da superfície.


"Não importa quão estreito seja o caminho, quão carregada de castigo a sentença.
Sou o senhor do meu destino; sou capitão da minha alma."

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Realize

"Verdade seja dita. Eu não sou como você esperava. Eu não sou uma loira-barbie pra te acompanhar nas festas jet-setters que você freqüenta. Eu não tenho um par de peitos de 300ml de silicone em cada um. Não tenho uma bunda de 102cm de diâmetro como a da Juliana Paes. Eu sou muito mais do que você espera. Muito mais do que você agüentaria. E talvez até mais do que você merece.

Porque eu sou fiel aos meus sentimentos. Vou estar com você quando eu realmente quiser estar. Vou te ligar quando eu quiser falar com você. Porque eu não passo vontade. E nem vou passar vontade de você. Não vou fazer joguinho. Eu me entrego mesmo. Assim. Na lata. Eu abro meu coração. Rasgo o verbo. Me dou em prosa. E se te disser que não te quero, meu olhar vai me desmentir na tua frente. Porque eu falo antes de pensar. Eu falo até sem sequer pensar. Eu penso falando. E se estou com você, aí, não penso duas vezes. Não penso em nada. Não quero mais nada.

Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo.

Você não vai me ver mentir. Desista. Mentiria sobre a cor do meu cabelo. Sobre minha altura. Até sobre meus planos para o futuro. Mas não vou mentir sobre o que eu sinto. Nem sob tortura. Posso mentir sobre minha noite anterior. Sobre minha viagem inesquecível. Mas não agüentaria mentir sobre você por um segundo. Não na sua cara. Mentiria pras minhas amigas sobre a sua beleza. Diria que tem corpo de atleta e um quê de Don Juan (mesmo sabendo que elas iriam descobrir a farsa depois). Mas não me faça mentir e dizer que não te quero. Que eu não estou na sua. Não me obrigue a jogar. Não me obrigue a dizer “não” quando eu quiser dizer “sim”. Não me faça tirar você da minha vida porque meu coração ainda acelera quando você me liga.

Insisto. Não perca seu tempo comigo. Porque eu não quero entrar no seu carro se não puder entrar na sua vida. Não me conte seu passado se eu não puder viver seu presente. Não faça planos comigo se não me incluir no seu futuro. Não me apresente seus amigos se, amanhã, vou virar só mais uma. Me poupe do trabalho de adivinhar seus pensamentos. Diga que me quer apenas quando for verdade. Diga que está com saudade apenas se sentir minha falta do seu lado. Peça minha companhia quando não desejar só meu corpo. Me ligue quando tiver algo pra dizer. Mas, por favor, me desligue quando não estiver mais afim de mim."

(Brena Braz)

domingo, 20 de junho de 2010

Eu gosto de deletar certas coisas da mente. Se a
gente descarta alguns pensamentos, é porque eles não são importantes mesmo. E
descobri que memória curta não é coisa da idade não, é sabedoria mesmo.
Esquecer um ressentimento é coisa de gente grande, gente de bem com a vida,
gente que não se ocupa de remoer mágoas. Dar valor para o que está na sua frente, nem sempre é fácil, mas com certeza seria melhor se você observase as coisas de outra maneira. Essa coisa de lembrar só o que é importante e feliz é a tal memória seletiva, coisa que todo mundo deveria fazer. O mesmo com os olhos e ouvidos, ouça e veja só o que faz bem pra alma. Sabedoria pra mim é isso: Ficar esquecida de episódios tristes; Surda de ruídos nocivos; Cega de visões distorcidas. Enquanto a minha memória falha, eu vou ficando melhor como pessoa, e lembrando só do que vale a pena, do que é necessário, só o essencial. E agora eu lembrei de uma coisa ótima: Não tenho a menor idéia do que me aborreceu ontem! Porque HOJE eu tô muito feliz!

Adaptado por mim.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

"SER" Humano





Em um dia qualquer eu estarei mais feliz, como hoje.
Em todos os momentos eu terei a missão que se tornou hábito, realizar minha própria felicidade.
Em qualquer circunstância mesmo que ruim, ainda sim terei que sorrir, pois poderia ser pior, eu sei!
Não haverá momentos onde eu reclame de boca aberta e de braços cruzados! Se eu estou a reclamar poderia estar a agir!

Mas, se a todo momento tudo ao meu redor fosse somente imaginação e nada mais, bem se eu pudesse acreditar ainda sim, que tudo isso fosse possível... Embora eu nunca tivesse feito! Seria então hoje.

Diga-me o que não é possível e lhe direi tudo que sei sobre toda matéria existente!
O que seria de nós sem os pensamentos? O que seria simples em nossa complexidade?
Dentro do meu "eu" que eu mesmo ponho-me a desconhecer e às vezes a conhecer, mas quase nada descubro eu sem querer... Complexo? Simples?

Quem me dera eu poder conhecer tudo facilmente, quem me dera ainda ter chances para conhecer a verdade e a mesma ainda não tivesse sido corrompida pela mentira! Quem me dera saber hoje a diferença entre a mentira e a verdade, pois o que sei é que não a verdade em relação ao desconhecido. Embora eu saiba que a única doença humana é a perfeição de dois lados... Pois o oposto é real sendo ele a imperfeição e a perfeição desconhece a imperfeição ainda mais quando o assunto é “os Humanos”!

Pensar, Agir, Pensar, EU FIZ.

"A dor do mundo em mim"



A dor do mundo me corrói
A violência do mundo me maltrata
O mundo pesa em minhas costas

Cada criança faminta é uma faca enfiada em meu peito
Cada idoso triste
Cada órfão da AIDS
Cada criança desnutrida
Cada analfabeto
Cada crueldade
Cada morto no Iraque
Cada jovem ou criança na guerra
Cada flagelado da África
Cada mutilado por minas terrestres

Cada criança trabalhando
Cada favelado do Brasil
Cada criança fora da escola
Cada desrespeito
Cada maldade
Cada indigente índio
Cada pessoa que sofre ou que morre sem assistência adequada nos hospitais brasileiros.
Cada quilombola sem terra
Cada sem-teto
Cada indiferença
Cada discriminação
Cada mulher espancada
Cada criança abusada sexualmente ou psicologicamente
Cada criança que apanha dos pais
Cada acidente no trânsito.

A dor do mundo devia ser de todos
Quando cada árvore é derrubada
Cada rio é poluído
Cada casa cai
Cada onda cobre
Cada furacão passa
Cada vulcão derrama
Cada animal é maltratado ou sacrificado
Cada homem ou bomba explode
Cada arma mata
Cada vida é sacrificada.
A dor do mundo me angustia, me estressa e me adoece e por vezes até me paralisa.

Viajando encontrei um pacifista mexicano, que já percorreu a pé dezenas de países e ao lhe perguntar o que fazer para melhorar o mundo e curar a dor do mundo que havia em mim, ele me disse: “Daniela, você precisa aceitar o mundo como ele é, esse é o primeiro passo pra ter força pra modificá-lo”.
Ouvir essa frase foi fundamental para eu entender que o estresse causado pela dor do mundo em mim mina minhas energias e que eu preciso aceitar o mundo como ele é e que preciso exercitar a resiliência e a paciência.

Para curar a dor do mundo em nós, é preciso aceitação.
Mas para mudar o mundo, com certeza é preciso muito amor.
O sociólogo e amigo Betinho me dizia: "Não podemos perder a indignação".
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Daniela Mercury - http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=07917

Um mundo de paz tão diferente...

terça-feira, 4 de maio de 2010

A Justa Medida: Eis um caminho a seguir








(…) A natureza é uma realidade tão complexa que não pode ser encerrada em nenhuma definição. Ela permanece um mistério, como mistério é o ser e o nada. O que possuímos são discursos culturais sobre a natureza: das culturas ancestrais, das modernas e das várias ciências. Em nome de cada compreensão, decide-se qual é o nosso lugar nela e que tipo de intervenção é adequada ou não.

Quando contemplamos a natureza salta logo aos olhos uma medida imanente a ela que resulta não das partes tomadas isoladamente, mas do todo orgânico e vivo. Há harmonia e equilíbrio. Ela não é biocentrada como se a vida fosse tudo, mas no equilíbrio dinâmico entre vida e morte.

Para os contemporâneos a natureza resulta de um imenso processo de evolução que vai além do modelo de Charles Darwin (1809-1882) que fundamentalmente a restringia à biosfera sem incluir o cosmos. Tudo começou com o big bang num processo não linear que conhece saltos, flutuações e bifurcações. Não só se expande, mas cria e organiza possibilidades novas. Significa que as leis naturais não possuem caráter determinístico, mas probabilístico.

Os conhecimentos da termodinânica nos sinalizam que a vida e qualquer novidade no universo surge a partir de certa ruptura do equilíbrio. Essa quebra da medida é só um momento, pois provoca em seguida a auto-organização que cria um novo equilíbrio dinâmico. É dinâmico porque continuamente se refaz, não pela reprodução do equilíbrio anterior, mas pela criação de um novo. A lógica da natureza em evolução é esta: organização-desorganização-interação-nova organização. E assim sucessivamente. (…)

O ser humano deve seguir a lógica da natureza: fazer e refazer continuamente o equilíbrio. Não de uma vez por todas, mas sempre em atenção ao que está ocorrendo no ambiente, na história e nele mesmo. A justa medida muda, o que não muda, é a permanente busca da justa medida. (…)

Se esta sintonia fina com a natureza em nós e também ao nosso redor não se transformar numa cultura, então estaremos sempre às voltas com a busca da justa medida a ser encontrada e aplicada. Viveremos reconciliados conosco mesmo e com a natureza. Eis um caminho a seguir.

(Leonardo Boff)

SemeAR



No ar, aquela semente era levada
pelo vento, não sabia o seu
destino e não tinha escolha de
ficar. O vento simplismente a
impulsiona para um desconhecido
lugar. Poderá semear?
Semente sem destino no ar
SemeAR.
A força da natureza parece,as
vezes, ilógica. Nos desperta um
sentimento onde parece muitas as
possibilidades, ou é tão exata
que nos foge a compreensão.
Poque a natureza oferece a
uma semente essa incrível
sensação de não saber o seu
futuro?

SLOGAN



Just love me, diz a estampa da camiseta em que me enfio antes de ir para a cama. O pecado do amor é se meter a pensar. Just love me – repito. Cala esse pensamento e ama. Ponto.

Simples assim.

Ressignificado



Felicidade é esse quase tudo que é tanto e que a gente acaba passando por cima como se fosse nada.

domingo, 2 de maio de 2010

...


Eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome...
Cores de almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores.
Passeio pelo escuro, eu presto muita atenção no que meu irmão ouve. É como uma segunda pele, um calo, uma casca, uma cápsula protetora eu quero chegar antes pra sinalizar o estar de cada coisa, filtrar seus graus. Eu ando pelo mundo divertindo gente,chorando ao telefone e vendo doer a fome dos meninos que tem fome...




As ondas são anjos que voam sobre o mar,
que refletem, e reluzem banhados de luz;
são anjos que dormem, sempre a rir e a sonhar
e em leito de espuma adormecem, sem pensar

Corra para o mar! E jogue fora todos os seus supérfluos,
e tudo que não pertence a você...
Deixe as ondas levarem tudo de errado... em você!

terça-feira, 20 de abril de 2010

AME-OS E OS DEIXE VIVER




Vivemos momentos de grandes transformações no planeta Terra e em todo o Universo, com isso as diferenças sociais ficam cada vez mais evidentes. O reino vegetal, animal e humano estão passando por grandes provações de fome, abandono e doenças. Se cada um de nós fizer a sua parte podemos amenizar tanto sofrimento. Defender a causa animal, é defender a própria vida. "Amai-vos uns aos outros", mesmo que os outros tenham patas, focinhos, rabos e penas.

Está tramitando do congresso apensado ao PL 3981/00 o PL 4548/98, que exclui animais domésticos e domesticados do artigo 32 da lei 9065/98. Foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Justiça e Cidadania no dia 02/04 e o prazo para apresentação de recurso com 5 sessões ordinárias iniciou no dia 20/04.

Para quem não sabe se este projeto de lei for aprovado os animais domésticos e domesticados vão ser excluídos do artigo 32 da lei 9605/98, assim maus-tratos contra esses animais não serão mais crime.

Os interesses ligados a este projeto de lei são puramente econômicos, pois querem que os rodeios, vaquejadas, farra do boi, etc sejam atividades perfeitamente legais, alegando que são importantes "manifestações culturais e econômicas" do nosso país.

Eu me envergonho da minha espécie ao ver que a vida de seres que estão a nossa mercê é vista como valor($), julgados como se nós fossemos o centro do mundo. É má fé antes de qualquer coisa, pois nós seres humanos, temos que nos ver e nos entender como parte integrante de um ecossistema e não o dono dele.

Peço a todos que não se calem, que mandem emails, que divulguem que mostrem que nós nos importamos com a vida!

Assine a Petição Online você também e ajude a continuar a luta pelo bem estar animal:
http://www.petitiononline.com/artigo32/petition.html

domingo, 18 de abril de 2010

A Seta e o Alvo


Eu falo de amor à vida,você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa, mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo, mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito e você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!" e você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era.
E o que era? Era a seta no alvo, mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu grito por liberdade,você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade e você se preocupa em não se machucar.

Eu corro todos os riscos,você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro e você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo, mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça de já saber o fim da estrada, quando se parte rumo ao nada?


Então me diz qual é a graça...

quinta-feira, 15 de abril de 2010

SEJA OCEANO!


Amo o mar. Quando o contemplo vejo sua imensidão que me lembra das imensas possibilidades que a vida nos proporciona. Suas ondas impetuosas que impelem tudo dentro dele para a costa, sem importar quão profundo ou perturbado tudo se encontra. Suas ondas leves e suaves ao aportar a areia da praia, lavando os pés dos caminhantes que precisam descansar do seu dia a dia. Quanta sabedoria poderia sair ao contemplar a imensidão deste gigante azul que nos convida a relaxar. Seu sódio curador, restaurador de forças. Sua fonte de alimentação aos peixes, sua beleza decorada pelos corais e algas marinhas.
Amo o mar, a quantos amantes ele poderá ter inspirado. A quantos amantes ele acolheu nos seus momentos silenciosos de amor. A quantos amantes ele acolheu em sua areia a demonstrar carinho um pelo outro. A quantos amantes ele assistiu correr e mergulhar ludicamente. A quantos jovens ele acolheu com suas ondas a gastar suas energias e habilidades surfando. A quantos homens ele acolheu quando calados em suas lanchas se distanciaram da costa para pescar e pensar na vida. A quantos esportistas ele acolheu a velejar, surfar no vento e sentir seu vento salgado beijando suas faces, molhando seus cabelos e lhes dando sensação de realização.
Amo o mar. Quando triste gosto de nele pensar, vontade de nele mergulhar e deixá-lo beijar meu corpo cansado, necessitado de seu descanso, de seu abraço, de seu gosto salgado a me abraçar.
Amo o mar.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Em Paz

Uma das grandes sensações que alguém pode experimentar nesta vida é a de paz. Paz consigo mesmo, com o mundo e com as pessoas que fazem parte da sua vida. A paixão não é um sentimento que traz paz pra ninguém. Ela te tira do prumo, deixa seu coração acelerado e suas mãos suadas. Paixão e medo caminham lado a lado. O medo também te tira do prumo, deixa seu coração acelerado e suas mãos suadas. Uma pessoa apaixonada quer o outro tanto tanto tanto que tem medo de perder. Ainda que ela não se dê conta disso, o medo de perder existe quando se está apaixonado. A paixão não traz paz. É um sentimento passageiro, perturbador. Arrasa corações, mas é vista com muito cuidado pelos mais experientes no assunto. A sensação de paz, ao contrário do que muita gente imagina, não é uma sensação morna, neutra ou de que nada acontece. Ao contrário. As coisas acontecem, mas elas andam no ritmo certo. Não tem nenhum Deus-nos-acuda, o mundo não vai acabar amanhã e, se for, não há nada que alguém possa fazer (portanto, nada de afobação!).

Paz é uma sensação de que (como alguém já disse antes) a direção é mais importante que a velocidade – e uma ligeira desconfiança de que a direção está certa. Paz é quando o mundo não precisa parar pra você descer, pois você pode descer a qualquer momento e tem total controle da situação. Paz é ter a cabeça vazia diante de uma estrada que não tem fim. Paz é colocar sua cabeça no travesseiro à noite e dormir com a certeza de que você não enganou ninguém, não mentiu pra conseguir nenhuma vantagem ou usou de alguma forma ilícita pra conquistar alguma coisa ou alguém. Você tem a nítida sensação do que é paz quando você não busca a felicidade em cada coisa que faz ou em cada lugar que vai. Paz é quando você está na hora certa e no lugar certo simplesmente porque você acha que aquela hora e aquele lugar são certos pra você estar. Paz é querer aquela pessoa que também te quer e, se um dia uma das partes não quiser mais, tudo bem. Você também vai estar em paz pois não precisa de outra pessoa pra viver. Paz é estar feliz com sua própria companhia assistindo filme sexta-feira à noite. Paz é uma sensação interna de que sua busca não acabou mas que ela não acaba quando você encontra. Paz é não ter saudade do passado. Ou ter, mas viver em harmonia com ele. É não esperar pelo futuro com se ele existisse porque, na verdade, o futuro acaba no exato momento que começa. Paz é a sensação de que tudo vai dar certo e, se não der, você terá outra chance. Paz é acordar na beira do mar e não ter nada pra fazer. Ou ter. Paz é uma ave livre abrindo as asas no seu ombro. Paz é um cachorro te olhando nos olhos.

Paz é uma sensação de dever cumprido. De uma obra entregue no prazo. De fiz meu melhor. Paz é o final de um espetáculo de teatro depois que as cortinas se fecham. Paz é um par de olhinhos te olhando com admiração e respeito. Paz é uma sensação para poucos, mas aqueles que a experimentam não trocam por nenhuma outra sensação do mundo que possa se acabar num piscar de olhos. Se eu pudesse dar uma fórmula mágica da paz em um texto, eu daria. Mas, por enquanto só posso descrever um pouco do que estou conhecendo. Que não é quente, não é frio e muito menos morno. É leve, é novo, é seguro. Paixão, como eu ia dizendo, tem muito mais a ver com medo do que com amor. O amor é leve. É maduro. É terra firme de se pisar. A sensação de paz é um sentimento tão nobre quanto o amor, só que mais apurado.


A paz é sublime.

A vida é feita de escolhas?

Vou começar o texto citando uma frase que um amigo meu me disse esses dias:
"A vida não é feita de escolhas... pessoas, não caiam nessa."

Certamente, há quem acredita que a vida é feita de escolhas, e que nós podemos escolher tudo o que se passa conosco. Que nada acontece por acaso e não existe destino, cada um pensa de um jeito e não temos o direito de mudar o pensamento de alguém.
Concordo com a parte "Cada um pensa de um jeito..." Mas, acho que podemos sim induzir alguém a pensar e ver da nossa maneira em algumas situações, e pode até ser que essa mudança de pensamento faça bem a alguém.
Pra ser mais clara, vou dar um exemplo: Estou com dengue (sim, é verdade). Infelismente não tive o livre - arbítrio de escolher pegar essa doença, por pior que pareça ser, vou tirar um aprendizado dessa situação.
E é em isso que eu acredito. Acredito em destino, e em coicidências, e tudo tem um propósito. Às vezes erramos com o propósito de acertar, perdemos com o propósito de ganhar e ferimos com o propósito de amar. E nem por isso deixamos de tentar, de batalhar, e de querer alguma coisa.
Nunca substime a capacidade natural do univerno, você nunca sabe o que te espera, e isso pode te surpreender, e fazer você aprender e evoluir com todas as coisas boas e ruins que virá a acontecer na sua vida.

Dedico esse texto ao meu amigo Renan.

Não é preciso perder pra aprender a dar valor.

É, não podemos negar que nós mulheres somos o sexo frágil, isso já está mais do que provado, e conseqüentemente, perdemos, e só assim damos o valor merecido.
Um belo dia, você conhece alguém em um lugar que não esperava conhecer ninguém, e a partir do momento em que os seus olhos batem com o da tal pessoa, você sente que se apaixonou à primeira vista, mas logo já desencana desse pensamento e pensa denovo "certeza que fulano tem namorada".
Tá, você descobre que não tem. As horas vão passando e você vai ficando cada vez mais vidrada com o papo do cara, e enfim, acontece o tão esperado beijo.
Bom, como eu citei à cima, só damos valor quando perdemos.
Um momento você está lá, beijando a pessoa, e no momento seguinte você desencanta totalmente sem nenhum motivo.
Você chega em casa e fica questionando o "porquê" a perda de interesse na tal pessoa... "Será que foi porque ele beija mal e eu não notei?" (impossível nós mulheres sempre notamos). "Será que foi porque ele passou a mão na minha bunda?" (tá, a gente liga pra isso sim, mas não é um fato pra perder o interesse). "Será que foi porque ele beijou a minha mão?".
Bom, aí está a questão, e você passa horas e horas tentanto compreender.
Pra piorar a situação, o tal "fulano" te chama pra sair no dia seguinte e você faz o que? Inventa uma desculpa tão esfarrapada que, quem acaba perdendo o interesse por você, de fato, é ele.
Depois de um tempo, querendo ou não, você acaba percebendo o "desprezo" da pessoa, e finalmente percebe o quão legal essa pessoa era, o quão especial e importante ela poderia se tornar na sua vida. E aí, você se pergunta: "Será que eu mereço uma segunda chance? Será que ele vai me dar uma segunda chance?".
A partir daí, só o tempo irá dizer, apesar dos empencilhos no meio do caminho (mulher adora complicar), você sente que o tal "fulano, cara, pessoa" vale totalmente a pena, e você sente que nunca conheceu ninguém igual a ele.

E é ai que eu entro e digo: "Por que a gente só dá valor, quando perde?".

Fica a dúvida...

Não me falta homem, me falta amor.

Um fala que está viciado em você, que não vai deixar você sair do MSN porque você é tudo de bom.

O outro cidadão - moreno, alto, bonito e sensual, por sinal - te chama pra ir com ele à festa mais badalada da cidade (e você não vai, claro! Depois disso todos os amigos dele vão te olhar como a comidinha do brother deles).

O outro pega seu telefone sem ao menos ter te beijado, liga no dia seguinte e quer te ver no mesmo instante (e você também não vai, claro, porque quando ele te beijar, esse número nunca mais vai aparecer na tela do seu celular novamente).

E tem aquele gracinha, seu ex-ficante, que agora cismou que você é a mulher da vida dele. Ele te procura insistentemente, te chama pra ir ao cinema, pra ir pra não sei onde e, adivinha? Não. Você não vai. Afinal de contas, da onde veio esse amor todo? Eu hein, quem chamou?

Tem também, um paulistano bacanérrimo. O cara diz querer sair lá de SP pra conversarem melhor e você encontra 500 empecílhos pra tentar impedí-lo. Por que? Porque não vira, pô! Imagino nossos assuntos: "Qual tipo de música gosta?" Ou então: "O que você curte fazer com seus amigos, gatinha?" Deus me livre!

Ah... sem falar ainda, daquele cara que você conheceu no Carnaval. Meses depois, ele ainda te manda mensagem: "E aí linda, que tá fazendo?" Senhor... Alguém avisa ele?!

Fora o seu namoradinho de infância, loiro, gato - e com namorada de hoje em dia -, que sempre que está pela cidade, quer porque quer ir tomar aquele açaí.

Fora aquele moreno bonzinho, aparentemente seu tipo que só te viu uma vez na vida, pegou seu orkut e agora, acha que, por isso, você tem que sair com ele pra tomar uma cervejinha.

O que está acontecendo com o mundo? Ou o problema é você?
Por que, diante de inúmeras possibilidades, você não consegue simplesmente escolher?

Tem alto. Baixo. Rico. Pobre. Loiro. Moreno. Sarado. Flácido. Tatuado. Careta. Médico. Advogado. Herdeiro. Cabelo liso. Cabelo espetado. Cabelo com dread. Caseiro. Da night. Da rave. Do sertanejo. Que mora no seu prédio. Que mora em outra cidade. Solteiro. Casado. Seu ex-ficante. Ex-namorado da sua amiga...
Tem pra todos os gostos. Menos pro seu.

Será que é porque a gente se perde diante das possibilidades?
Ou quanto maior o número de opções, mais você quer escolher?
Ou é só porque você resolveu ficar velha e exigente?
Ou não, nada disso?

Talvez essa não seja uma escolha tão objetiva assim;
Talvez não dê pra montar seu modelo de cara ideal e apontar: "É esse!".
Talvez você nunca vá conseguir reunir todas as características que admira num só cara;
E talvez, mais importante ainda, nada disso importe no final das contas.

Você ainda não encontrou “o cara” porque simplesmente ainda não “bateu”.
A batida perfeita não deixaria você errar jamais.
É mais pele do que cabeça,
É mais sentido do que entendimento,
É achar lindo, tudo que é feio, inclusive as coisas clichês que ele fala
E é se tornar um pouco isso também.

A batida perfeita acontece quando você menos espera.
Pode ser o amigo do amigo do amigo, ou aquele cara que você conhece há uns 15 anos e nunca havia prestado atenção antes, ou aquele lá que surgiu do nada numa festa e entrou na sua vida tão aos poucos que você nem percebeu.

A batida perfeita simplesmente acontece.
Sem que a gente tenha que fazer qualquer tipo de escolha.

E todo o resto?
Bom, todo o resto serve pra fazer você dormir e acordar acreditando que você é realmente tudo de bom, que você tem essa capacidade de deixar alguém viciado em você, ou que você move o mundo e faz qualquer pessoa atravessar o oceano pra te ver, ou que você possa realmente ser a mulher da vida de alguém.

Todos esses outros, são aqueles caras do bem que entraram na sua vida pra fazer você acreditar em você, pra massagear o seu ego e fazer você acreditar que realmente pode escolher alguma coisa. Até o dia em que você não vai ter escolha. Vai acontecer e você vai saber na hora.


(Brena Braz - À procura da batida perfeita)